“Interface Água-Memória” reúne relatos de moradores e transforma lembranças em obra visual sobre um dos cursos d’água mais simbólicos de Botucatu.

Um projeto artístico desenvolvido em Botucatu está resgatando histórias e afetos ligados ao Ribeirão Lavapés, propondo uma nova forma de olhar para o passado e o futuro desse importante curso d’água da cidade.
Intitulado “Interface Água-Memória”, o trabalho reúne relatos de moradores que vivenciaram o ribeirão em um período em que o local fazia parte do cotidiano da população. No passado, o Lavapés era frequentado por crianças e adultos para banho, lazer e convivência, além de servir como fonte de alimento e abastecimento para pessoas e animais.
Com o passar dos anos, o ribeirão passou por processos de assoreamento, o que comprometeu seu uso e transformou a relação da comunidade com o espaço.
A iniciativa busca valorizar essas memórias por meio de uma construção poética e visual. Os relatos coletados foram sobrepostos a imagens de papéis de seda azuis lançados sobre as águas do ribeirão, criando uma representação simbólica das lembranças e da conexão afetiva da população com o local.
Além de resgatar o passado, o projeto também convida à reflexão sobre o futuro do Lavapés, levantando possibilidades de recuperação e de reconexão da população com o curso d’água.
O resultado do trabalho está disponível para acesso online e pode ser conferido pelo público por meio do link: https://vimeo.com/1181191483?share=copy&fl=cl&fe=ci
A ação foi realizada com recursos do Edital nº 06/2024 do Programa de Incentivo à Produção Artística (PIPA), da Secretaria Municipal de Cultura.