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Capacitação Regional fortalece vigilância da febre amarela e monitoramento de fauna silvestre

O Parque Tecnológico de Botucatu sediou, na quarta-feira (24), uma capacitação regional sobre o uso do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-Geo). O encontro reuniu representantes de aproximadamente 30 municípios que integram o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Botucatu.

Participaram profissionais das áreas de Saúde, Meio Ambiente, Defesa Civil, forças de segurança e demais instituições envolvidas nas ações de vigilância de zoonoses e proteção da fauna silvestre.

A capacitação foi promovida pela Vigilância Ambiental em Saúde, pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica de Botucatu e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Entre os temas discutidos estiveram a vigilância da febre amarela e a utilização do SISS-Geo como ferramenta para o registro e monitoramento de epizootias em primatas não humanos.

Durante o evento, especialistas apresentaram o cenário epidemiológico da febre amarela no Estado de São Paulo e destacaram a importância da notificação de macacos encontrados doentes ou mortos. Os primatas são considerados indicadores naturais da circulação do vírus e ajudam na identificação precoce de áreas de risco, permitindo a adoção de medidas preventivas para proteção da população.

Além das apresentações técnicas, os participantes receberam treinamento prático para utilização da plataforma SISS-Geo, que permite o registro georreferenciado de ocorrências envolvendo animais silvestres. A ferramenta busca integrar informações entre diferentes órgãos e agilizar a resposta diante de situações com potencial impacto à saúde pública.

Segundo os organizadores, a participação conjunta de profissionais de diferentes áreas fortalece a atuação integrada entre saúde, meio ambiente, segurança pública e defesa civil, especialmente no monitoramento de doenças relacionadas à fauna silvestre.

A realização da capacitação em Botucatu também reforça o papel do município como polo regional nas ações de vigilância em saúde ambiental e zoonoses, contribuindo para o aperfeiçoamento das equipes e o fortalecimento da rede de monitoramento epidemiológico.

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