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Quanto mais serviços prestados com menos receita, maior a eficiência, mostra levantamento nacional do jornal Folha de São Paulo

Botucatu fica em primeiro lugar em ranking nacional de eficiência (Foto: Acontece Botucatu)

Botucatu é a primeira colocada de um ranking nacional de eficiência divulgado pelo jornal Folha de São Paulo nesta terça-feira (03). Quanto mais serviços prestados com menos receita, maior a eficiência, mostra o levantamento.

Botucatu é a primeira colocada no ranking, entregando mais saúde, educação e saneamento à população gastando menos. O estado de São Paulo também agrupa 8 das 10 melhores mesorregiões do país.

Botucatu ficou à frente de capitais como Belo Horizonte e Florianópolis. A média foi de 0, 769, enquanto a média nacional foi de 0,525. (Veja ranking ainda neste texto).

Alguns números de Botucatu chamam a atenção de forma positiva no levantamento:

-100% de crianças de 4 a 5 anos na escola

-98% de atendimento de água

-99% de coleta de lixo

Outros pontos merecem melhorias:

– 68% de crianças de 0 a 3 anos em creche

-58% de domicílios coberto por atenção básica

A cidade apresenta um número expressivo, a média de 12,31 médicos a cada 100 mil habitantes. O fato pode ser explicado pela quantidade de clínicas, mas acima de tudo, pelo Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina.

O estudo aponta que Botucatu tem 2.784 servidores públicos. Os números de Botucatu podem ser acessados no link https://www1.folha.uol.com.br/remf/municipio/1/

O estudo

O REM-F (Ranking de Eficiência dos Municípios – Folha) leva em conta o atendimento das prefeituras nas áreas de saúde, educação e saneamento, tendo como determinante no cálculo de eficiência da gestão a receita per capita de cada cidade.

O levantamento cobre 5.276 municípios, ou 95% do total, e se utiliza dos dados públicos mais recentes para uma base dessa dimensão. Para 292 cidades, não havia informações consistentes, e elas ficaram de fora.

A ferramenta também revela o crescimento percentual dos servidores nos últimos sete anos, que foi de 5,75% na média do país. Neste ponto, nota-se que tendem a ser menos eficientes as cidades em que houve aumento dos servidores acima de 20% no período. Uma das razões é que elas acabam tendo mais custos fixos, e menos dinheiro para obras e investimentos.

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