Produção da unidade de Urussanga será redistribuída entre fábricas de Botucatu e Criciúma.

A Dexco, uma das maiores empresas do setor de materiais de construção do Brasil e responsável por marcas conhecidas como Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Ceusa, Castelatto e Durafloor, anunciou nesta semana uma reorganização em sua operação industrial de revestimentos cerâmicos. Com a decisão, a unidade de Urussanga, em Santa Catarina, terá suas atividades encerradas, enquanto a produção será concentrada nas fábricas de Criciúma (SC) e Botucatu (SP).
A mudança reforça a importância estratégica da unidade botucatuense dentro da operação nacional da empresa, que busca ampliar a produtividade, otimizar a capacidade instalada e melhorar a eficiência operacional do segmento. Segundo a companhia, o fechamento da planta catarinense não afetará o portfólio das marcas Portinari e Ceusa, nem o abastecimento do mercado. A medida faz parte de um processo interno de reorganização para fortalecer a sustentabilidade da operação no longo prazo.
A unidade de Urussanga possuía capacidade de produção estimada em cerca de 4 milhões de metros quadrados de revestimentos cerâmicos por ano, representando aproximadamente 25% da capacidade total da divisão. Agora, parte dessa demanda passará a ser absorvida por Botucatu que possui duas linhas de produção com capacidade de 10 a 12 milhões de metros quadrados por ano.
A expectativa do mercado é de que a redistribuição da produção aumente a utilização das fábricas remanescentes, tornando a operação mais eficiente nos próximos anos. Analistas do setor avaliam que a estratégia pode contribuir para melhorar os resultados da divisão cerâmica da companhia, que ainda enfrenta desafios financeiros, apesar dos sinais recentes de recuperação.
Nos resultados do primeiro trimestre de 2026, a Dexco registrou crescimento operacional e melhora na geração de caixa, mas a divisão de revestimentos cerâmicos ainda apresentou desempenho abaixo do esperado. A empresa afirma que iniciativas de corte de custos e reorganização industrial já começaram a gerar reflexos positivos.
O encerramento da unidade catarinense deve impactar funcionários locais, com desligamentos e remanejamentos internos. Já em Botucatu, a movimentação reforça o papel da cidade dentro de uma das maiores operações industriais do setor no país.