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Mesmo com queda recente, especialistas apontam que condições climáticas podem voltar a favorecer a transmissão da doença

A redução recente nos casos de dengue no Brasil não elimina o risco de novos surtos. Especialistas alertam que o cenário ainda exige vigilância, principalmente diante da possibilidade de retorno do fenômeno El Niño nos próximos meses.

Em 2023, o primeiro semestre seguiu dentro do padrão epidemiológico esperado. No entanto, a partir da segunda metade do ano, houve mudança no comportamento da doença, com crescimento acelerado na transmissão. O aumento foi associado ao El Niño, que provocou temperaturas elevadas e chuvas fora de época, criando condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

O resultado foi registrado em 2024, com o maior número de casos de dengue já contabilizado no país.

Agora, a preocupação volta ao radar. De acordo com previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há possibilidade de retorno do El Niño na segunda metade de 2026. O fenômeno pode provocar calor intenso e alterações no regime de chuvas, ampliando o período de circulação do vírus ao longo do ano.

A vacinação contra a dengue é apontada como um avanço no enfrentamento da doença, com potencial para reduzir casos e formas graves. Ainda assim, especialistas reforçam que a imunização não substitui o controle do mosquito.

A eliminação de água parada, o cuidado com recipientes e a manutenção de ambientes limpos continuam sendo as principais medidas para conter a doença.

Mesmo com indicadores mais baixos no momento, o cenário não é considerado seguro. O risco de nova escalada existe e depende diretamente das condições climáticas e do controle dos focos do mosquito.

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