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Apesar da liderança paulista no ranking nacional da CNT, trechos estratégicos como a Marechal Rondon e a Castello Branco, que atendem Botucatu e região, ficaram fora da categoria melhor avaliada

Rodovia Raposo Tavares está entre as mais bem avaliadas do Brasil. Pablo Jacob/Governo de SP

O estado de São Paulo concentra 14 das 20 rodovias classificadas como ótimas ou boas no Brasil, de acordo com a edição mais recente da Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O resultado, divulgado na última semana, coloca São Paulo na liderança nacional em qualidade da malha viária, à frente de outros estados com extensas redes de estradas.

Apesar do bom desempenho estadual, nenhuma das principais rodovias que cortam a região de Botucatu aparece entre os trechos classificados como “ótimos” no levantamento. Estão fora dessa categoria vias importantes para o interior paulista, como a SP-300 (Rodovia Marechal Rondon) ems eu corredor leste, no trecho de Botucatu e a SP-280 (Rodovia Castello Branco).

O ranking da CNT considera três critérios principais: condições do pavimento, sinalização e geometria da via, analisando aspectos como qualidade do asfalto, visibilidade da sinalização, presença de acostamentos, curvas, pontes e dispositivos de segurança.

Segundo a entidade, a precariedade da infraestrutura rodoviária impacta diretamente a economia. Rodovias em más condições elevam, em média, 31,2% os custos operacionais do transporte, índice que pode chegar a 35,8% em estradas sob gestão pública direta.

Entre os trechos paulistas mais bem avaliados no país aparecem rodovias estratégicas como a SP-270 (Raposo Tavares), SP-348 (Bandeirantes), SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto) e o Rodoanel, especialmente em segmentos que receberam investimentos contínuos em duplicações, faixas adicionais e melhorias de segurança.

No caso da SP-300 (Marechal Rondon), que liga diversas regiões do estado e é fundamental para o fluxo econômico do interior, o trecho de Castilho a Jundiaí aparece apenas na 20ª posição, classificado como “bom”, ficando atrás de outros corredores rodoviários paulistas e federais.

O levantamento evidencia um contraste: enquanto São Paulo lidera o ranking nacional, regiões estratégicas como Botucatu seguem fora do grupo de rodovias consideradas de excelência, reforçando o debate sobre a necessidade de novos investimentos e melhorias estruturais nos principais corredores que atendem o centro-oeste paulista.

Ranking das 20 melhores rodovias do Brasil (CNT)

  1. SP-270 (Raposo Tavares) – Presidente Epitácio a Ourinhos – Ótimo
  2. RJ-124 – Rio Bonito a São Pedro da Aldeia – Ótimo
  3. SP-348 (Bandeirantes) – Cordeirópolis – Ótimo
  4. SP-225 / BR-369 – Itirapina a Santa Cruz do Rio Pardo – Ótimo
  5. SP-320 (Euclides da Cunha) – Rubinéia a Mirassol – Ótimo (pública)
  6. BR-050/262/365/455/464 (MG) – Araguari a Delta – Ótimo
  7. SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – Taubaté a Guarulhos – Ótimo
  8. SP-021 (Rodoanel) – Arujá a São Paulo – Ótimo
  9. SP-270 / BR-272/373 – São Paulo a Itapetininga – Ótimo
  10. BR-050/352 (GO) – Cristalina a Cumari – Ótimo
  11. SP-463 – Ouroeste a Clementina – Ótimo (pública)
  12. SP-326 / BR-364 – Barretos a Matão – Ótimo
  13. BR-163 (PR) – Cascavel a Realeza – Ótimo
  14. BR-101/282/376/486 (SC) – Garuva a Passo de Torres – Ótimo
  15. SP-334 – Cristais Paulista a Ribeirão Preto – Ótimo
  16. SP-351 / BR-265 – Batatais a Santo Antônio da Alegria – Bom (pública)
  17. SP-333 / BR-153 – Sertãozinho a Florínia – Bom
  18. SP-310 / BR-267/364/456 – Mirassol a Cordeirópolis – Bom
  19. BR-359 (MS) – Costa Rica a Coxim – Bom
  20. SP-300 (Marechal Rondon) – Castilho a Jundiaí – Bom

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